Os terríveis 2 anos: saiba o que esperar da fase da birra

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Por Mariana Setubal

Do site: http://www.paisefilhos.com.br/

Eu quero! Eu queeeeeero! Eu não quero! Se você tem um filho entre 1 ano e meio e 4, deve ter ouvido várias vezes essas frases. Pronunciadas assim mesmo, em sequên
cia. Em poucos segundos o quero vira não quero, e logo vira quero de novo. O fato é: crianças nessa idade em geral não sabem o que querem. Aliás, sabem, sim: querem chamar a sua atenção, querem existir para os adultos e para elas mesmas. Nessa fase, percebem os seus próprios desejos com toda a intensidade e os colocam para fora, mesmo que aparentemente nem saibam direito quais são. Uma coisa elas sabem: que seus gritos e escândalos têm um efeito devastador sobre você.
Uma pesquisa divulgada em junho no Journal of Cognition and Development mostrou que crianças dessa idade sabem muito bem o efeito que seus sons causam nas outras pessoas. A pesquisa, feita pela Georgia State University, nos Estados Unidos, identificou que elas são capazes de adaptar o tom de sua voz (ou de seus gritos) de acordo com a situação. Ou seja: se querem que você preste atenção, são capazes de gritar e gritar e gritar.

Terrible twos

Os “terríveis 2 anos” na verdade podem começar aos 18 meses e se estender até os 4 anos. Todas as crianças passam por essa fase, mas algumas com mais intensidade, outras menos.
“Eu não gosto de chamar essa fase de ‘terrible’. Deveríamos pensar ‘que bom!’ A criança, ao passar por esse período, demonstra que está se desenvolvendo de forma saudável, se diferenciando, percebendo seus desejos, percebendo o outro e o mundo a sua volta”, diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa. Ok, pode não ser terrível pra eles, mas é terrível para a gente, que fica exausta e sem saber o que fazer diante de um chilique!

 

“A criança sente que tem de batalhar para que seus desejos sejam atendidos e faz isso a qualquer custo. Por isso aparecem muitas birras. A lista de desejos é voraz, incessante e não tem fim. Nosso importante papel como educadores é ensinar o ‘não’, a espera, o outro. Nós somos os primeiros ‘outros’ na vida dos pequenos”, diz Daniella.
Nós, adultos, também temos uma lista voraz de desejos, mas sabemos filtrar os mais importantes dos menos importantes, e sabemos transformá-los em projetos para, aí sim, com dedicação, espera e esforço, tentar conquistá-los. Sabemos que esses sonhos podem não acontecer e que podemos nos frustrar. Seu filho ainda não tem essas habilidades. Esse é o grande aprendizado que tem início nessa fase da vida e que será exercitado sempre, com vitórias e frustrações.

Declaração de independência

Tudo isso está relacionado a alguns marcos muito importantes do desenvolvimento infantil. “A criança começa a ganhar autonomia, a falar e a andar. Aprende a dizer ‘não’. Os sintomas de oposição e desafio estão ligados a esse ganho de autonomia”, lembra o psiquiatra da infância e adolescência Gustavo Teixeira, pai de Pedro Henrique e João Paulo, e autor de O Reizinho da Casa (Ed. Best Seller).

Agora seu filho sabe, definitivamente, que é uma pessoa e você é outra. A criança está se diferenciando do adulto e tem necessidade de mostrar isso – de maneira um pouco rude, sabemos. É como um adolescente, que precisa se distanciar do adulto (e muitas vezes discordar) para ganhar independência, para se perceber diferente, único. Ambas as fases são momentos de passagem, para ter maior autonomia. É por isso que muitos chamam esse período de a “adolescência” do bebê. Mas, calma, isso não significa que seu filho de 2 anos vai entender um papo-cabeça sobre o seu comportamento!

Você vai ganhar um irmãozinho! Oba!

Oba? Com todas as mudanças que ocorrem por volta dos 2 anos, é comum somar-se essa novidade, que pode ser linda para quem olha de fora, mas é um tanto complicada na cabecinha de uma criança. Para Rachel Micheletti de Barros, a “crise” do filho Guilherme, que agora está com 3 anos e 8 meses, foi agravada e prolongada pelo nascimento do irmãozinho Breno, que agora já tem 1 ano. “Gui nunca me deu trabalho e, do nada, começou a fazer birra e chorar por tudo”, conta.

A criança pequena percebe o amor da mãe e do pai pela atenção que recebe. Essa é a forma como sente a sua presença. Quando essa atenção diminui pelo nascimento do irmão, por exemplo, ela pode ficar insegura do amor que antes tinha como só seu. “Nessa idade, as crianças ficam mais distantes dos pais, seja pela entrada na escola, seja pelo nascimento de um irmão. O que elas querem é chamar a atenção, e fazem isso aprontando: se jogam no chão, por exemplo”, diz o pediatra Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia. Claro: a birra costuma ser uma maneira eficaz de chamar a nossa atenção. Quando a gente larga o que está fazendo para dar uma bronca, a criança consegue o que queria. “Quando você sente que a criança está chorando, fazendo birra demais, ali provavelmente existe a necessidade de dar uma atenção extra, de ficar mais perto. Sentar no chão para brincar, ver um filme junto, dar um passeio, valorizar a presença. Esses encontros trazem a segurança do amor”, diz a psicóloga.

A dica do pediatra é reservar pelo menos 30 minutos por dia para ficar só com a criança. Desligar celular, TV e computador. Sentar e brincar. “Não adianta apenas ficar levando na aula de natação, no parquinho, na festinha… Os pais acham que estão dando atenção fazendo essas coisas. Na verdade não, porque lá a criança vai encontrar outras pessoas e não tem a atenção dos pais. Se a mãe ficar meia hora por dia com o filho brincando em casa, reduz a ansiedade. A criança fica mais calma”, sugere Claudio.

Terrible threes

Alguns nunca ouviram falar nos terríveis 3 anos. Outros juram que essa fase é pior do que a dos 2 anos. A verdade é que não tem uma hora exata para o comportamento típico dessa idade começar e nem para terminar, isso, claro, varia de acordo com a personalidade do seu filho e a forma como você o cria.

“Que canseira! E pensar que eu tinha medo do terrible two, mal sabia eu que o terrible three era pior… Que fase!”, desabafou Monique Magalhães no Facebook. Seu pequeno Mateus, de 3 anos e 7 meses, começou a se comportar de maneira diferente ao completar 2 anos. Virou a chavinha no dia do aniversário. E foi piorando… “Ele ficou mais teimoso, mais desobediente. Parece que faz só para me contrariar, só pra não dar o braço a torcer”, conta. Essa postura opositiva é típica nas crianças dessa idade e pode ficar ainda mais intensa, dependendo de como o adulto lida com a situação. “Quando ele corrige com o castigo, grito, o tapa ou o ‘se você…’ , a criança constrói dentro dela a vontade e a necessidade de vencer o adulto. Até esquece qual foi a sua atitude, o foco vira vencer”, explica a psicóloga Daniella.

Em vez de entrar nesse embate, nós, pais, precisamos saber nos posicionar. Falar de maneira empática: considerar o desejo do seu filho e entender sua vontade é muito importante, mesmo que seja para negá-la depois. Se o embate se estabelece, adulto e criança sentem que precisam vencer, então forma-se um círculo vicioso perigoso, difícil e muito desgastante. Para vencer, o adulto precisa de cada vez mais força na hora de aplicar o castigo. A criança cria cada vez mais resistência. Por isso, provavelmente aos 3 anos as crianças têm ainda mais empenho e resistência em bancar os seus desejos e a situação parece mais difícil.

“Ao criarmos empatia e construirmos esse caminho com autoridade positiva, aplicando consequências, conversando, sempre dando opções às crianças, passaremos por essa fase de forma muito mais fácil e tranquila”, sugere a psicóloga. A Monique, mãe do Mateus, está no caminho certo: “Tento ser o mais natural e calma possível. Se fico nervosa, as coisas só pioram”. Mas ela assume: “Às vezes é difícil”. E é mesmo!

Para o psiquiatra Gustavo Teixeira, a calma é também importante para dar o exemplo. “A criança vê o comportamento de quem está perto e aprende por espelhamento. Se o pai resolve tudo com violência, ela vai assumir isso como correto”, diz.

E na hora da birra?

O maior erro é fazer aquilo que a criança quer com o objetivo de acalmá-la. Ou seja: durante um escândalo, abaixe e fale calmamente para a criança que quer muito compreender o que ela precisa e que por isso vai esperar ela se acalmar para conversarem. Dado esse recado, afaste sua atenção. De acordo com o estudo que citamos logo no começo da matéria, é possível pedir a uma criança de 2 anos que se acalme e escute o que está querendo dizer– não está fora de seu alcance entender isso.

Terrible Twos x Terrible Threes

Aos 2

• Aprende a falar NÃO e gosta de se opor aos pais
• Chora quando não tem atenção ou quando seus desejos não são atendidos
• Consegue escolher entre duas opções simples, como: “Você pega o brinquedo para o banho ou a mamãe pega?”
• Aceita ser conduzida para outra brincadeira quando está fazendo algo que não pode

Aos 3

• Já consegue construir frases e tem mais facilidade em expressar suas vontades
• Faz birras e grita quando não consegue o que quer
• Consegue escolher entre opções mais elaboradas, como: “Você prefere tomar banho agora, jantar e depois ter tempo para brincar; ou brincar por mais 10 minutos, depois ir para o banho, jantar e dormir?”
• Entende por que não pode fazer determinada coisa, se o adulto explicar. Também aceita ser conduzido para uma brincadeira permitida

Razões para amar os Terrible Twos

Descubra como pode ser uma idade ótima para memórias e descobertas:

1. Eles veem o melhor das pessoas: A vontade de sorrir e brincar com todo mundo pode contribuir muito para o desenvolvimento

2. Encontram felicidade nas pequenas coisas: São os prazeres simples que dão às crianças as maiores alegrias

3. Acreditam que beijos são mágicos: Seu gesto carinhoso é a ferramenta mais poderosa para o que as crianças mais precisam: amor, direção e segurança

4. São líderes na tomada de decisões: As vontades fortes podem deixar a mãe e o pai exaustos às vezes, mas eles são líderes naturais

5. Pensam fora da caixinha: Sem inibições e com a criatividade crua, eles têm seu próprio jeito de enxergar a vida

6. Têm espírito aventureiro: É a chance de realizar, testar limitações, pontos fortes e a capacidade de fazer as coisas acontecerem por conta própria

7. São pequenos ajudantes: Quando têm suas próprias tarefas, ficam felizes em ajudar os pais

8. Eles vivem o presente: Em vez de se preocupar com o passado, as crianças se concentram no que está diante delas

9. Ser capaz de se emocionar é uma qualidade que muitos adultos não têm e que é fundamental

Link original:

http://www.paisefilhos.com.br/crianca/os-terriveis-2-anos-saiba-o-que-esperar-da-fase-da-birra/

Com que idade a criança pode usar computador e assistir à televisão?

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Por Juliana Malacarne

Do site: http://revistacrescer.globo.com/

A Academia Americana de Pediatria (AAP) anunciou este mês que pretende mudar suas recomendações sobre o uso de telas para crianças. Entram nessa conta o computador, o tablet, a televisão e o celular. O foco da Academia agora é orientar os pais em relação à maneira como esses aparelhos tecnológicos vêm sendo utilizados e não mais determinar uma idade mínima ou a quantidade de horas máxima.

Anteriormente, a instrução da Academia era para que crianças abaixo de 2 anos não tivessem “tempo de tela” em sua rotina. As maiores deveriam ficar no máximo duas horas por dia na frente dos aparelhos. “Em um mundo em que ‘tempo de tela’ está se tornando simplesmente ‘tempo’, nossas políticas devem evoluir ou ficar obsoletas”, lê-se na nota divulgada pela AAP para justificar as mudanças.

Um dado levantado pela Common Sense e utilizado no documento aponta que 30% das crianças norte-americanas utilizam um aparelho móvel pela primeira vez antes de completar 2 anos. Essa realidade mostra que os pequenos estão se conectando cada vez mais cedo e que essa é uma tendência que, aparentemente, não será revertida tão cedo.

Novas recomendações

O documento completo com as novas recomendações da Academia Americana de Pediatria será divulgado apenas no começo de 2016, mas a instituição já adiantou alguns tópicos centrais para garantir o uso benéfico e saudável de telas para crianças:

Seja o pai e o modelo – As regras que se aplicam às crianças em ambientes virtuais ou reais são as mesmas. Brinque com os filhos e estabeleça limites. Envolva-se com o que seu filho está fazendo. É importante também controlar o seu próprio uso de aparelhos eletrônicos, já que a interação face a face continua essencial.

Nós aprendemos uns com os outros – Bebês aprendem melhor por meio da comunicação com outra pessoa. Conversar com a criança é fundamental para seu desenvolvimento linguístico. Assistir a vídeos não faz com que o bebê desenvolva a fala.

O conteúdo é importante – A qualidade do conteúdo é mais importante do que a plataforma ou do que o tempo gasto com o aparelho. Dê mais importância à maneira com que seu filho utiliza o tempo em vez de simplesmente cronometrá-lo.

Envolver-se é essencial – Jogue um videogame com seu filho. Sua perspectiva influencia a maneira como a criança entenderá a experiência. Para pais de bebês, estar envolvido quando ocorre o uso de telas é essencial.

Crie zonas livres de tecnologia – Preserve as refeições em família. Carregue os aparelhos eletrônicos fora do quarto das crianças. Essas ações estimulam o tempo em família e hábitos mais saudáveis de alimentação e sono.

Tecnologia como aliada

Segundo Luciana Almeida, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, não há razão para proibir as crianças de usar as telas, porém, a idade mínima de 2 anos deveria ser mantida. “Antes disso, a fase em que o bebê está ainda é muito oral, então é possível que ele não consiga interagir direito com os aparelhos tecnológicos”, afirma. “A partir daí, já existem diversos programas desenvolvidos para crianças pequenas que estimulam o aprendizado e o raciocínio”, diz.

Um estudo divulgado recentemente pela Universidade de Chicago comprovou a eficiência de um aplicativo criado para desenvolver o raciocínio matemático em alunos do ensino fundamental. O desempenho de 587 crianças de diferentes classes sociais foi analisado por um ano. As crianças que usaram o aplicativo de matemática pelo menos duas vezes por semana melhoraram suas notas ao longo do período. A melhora, porém, não está diretamente ligada ao tempo de uso do aplicativo. Os alunos que usaram a ferramenta mais do que duas vezes por semana não tiveram ganho no desempenho maior do que os que utilizaram apenas duas vezes.

O bom senso é a melhor medida

Apesar de ter  potencial para ajudar a criança a se desenvolver em diversos aspectos, o uso contínuo de aparelhos eletrônicos representa uma ameaça já conhecida da ciência. De acordo com Christian Müller, do Departamento de Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os problemas relacionados ao excesso de exposição aos gadgets podem envolver tanto questões físicas quanto comportamentais. “As crianças podem apresentar dores musculares, articulares, má postura, dores de cabeça, alteração visual e alteração de sono” afirma. “Podem ainda ter sintomas de ansiedade, irritabilidade, agressividade, queda do desempenho escolar e isolamento”, completa.

Por conta dos problemas que os eletrônicos podem trazer, o pediatra acredita que a antiga recomendação de até 2 horas por dia continua válida, mas o importante é que seja respeitada a realidade de cada família e o bom senso dos pais. “O ideal é que o período que a criança fica exposta a telas não seja ininterrupto, mas intercalado com outras atividades de rotina, como estudo, leitura, brincadeiras e atividades ao ar livre”, defende.

A experiência da criança longe dos gadgets continua sendo essencial para o desenvolvimento. É brincando com objetos e por meio da interação direta com outras pessoas que ela desenvolverá a capacidade de imaginar e fantasiar, o que permite um maior desenvolvimento emocional. Quando se substitui o concreto pelo virtual, a etapa da simbolização, que possibilita todos esses avanços, é extinta.

A criança só quer ficar na frente do computador. E agora?

Depois que a criança se torna dependente dos aparelhos eletrônicos, é mais difícil reverter a situação. Luciana atende frequentemente crianças que enfrentam esse problema. “Quanto mais usa o recurso tecnológico, mais a criança se afasta do social”, explica a médica. “No ambiente virtual, existem programas, como os jogos, que funcionam por meio de estímulos de recompensa. Isso acaba criando um mecanismo parecido com o do vício. Se você corta abruptamente, a criança passa por períodos de abstinência e pode ficar muito ansiosa”, diz.

Para ela, a melhor maneira de redirecionar uma criança que só quer ficar na frente do computador, celular ou tablet é apresentar outras formas de brincar e se divertir e estar presente nessas novas atividades. A preferência deve ser dada a experiências às quais a criança não esteja acostumada, como um piquenique no parque ou um acampamento improvisado na sala. É importante também diminuir o tempo de tela gradativamente, para que o processo seja menos doloroso, tanto para os pais quanto para os filhos.

(Link original:

http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2015/10/com-que-idade-crianca-pode-usar-computador-e-assistir-televisao.html)

Menos televisão, mais saúde

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Por: meupratinhosaudavel.com.br

A obesidade infantil está crescendo de forma alarmante. A falta de atividade física – associada a uma má alimentação – coloca o futuro das crianças em risco.

Desde cedo, elas têm sido expostas a uma alimentação rica em açúcar, sal e/ou gordura, principalmente pelas propagandas de produtos alimentícios na TV, que influenciam negativamente suas escolhas.

São principalmente os produtos industrializados, tipo salgadinhos de pacote, bolachas recheadas, macarrão instantâneo, balas, pirulitos e chicletes, além dos refrigerantes e achocolatados, os principais vilões da alimentação infantil. A lista de produtos voltados para as crianças é extensa e, em geral, têm valor nutricional baixo.

Três fatores que contribuem para o aumento de peso das crianças:

  • Alimentos industrializados, ricos em gordura, sal e/ou açúcar
  • Refeições desequilibradas fora de casa (em cantinas, restaurantes e lanchonetes)
  • Pais sem tempo de preparar as refeições em casa

Quanto tempo seu filho fica assistindo TV?

As propagandas entre os intervalos da programação podem levar a uma ideia errada sobre o que é um alimento saudável. Estudos revelam que as crianças gastam mais tempo em frente à TV que praticando atividade física.

Um estudo americano analisou a influência da publicidade da TV no comportamento de 75 crianças com idades entre 3 e 5 anos. Elas foram divididas em dois grupos para assistir desenhos. Um grupo assistiu a propagandas de batatas fritas e o outro, de maçãs. Cerca de 70% das crianças do grupo das batatas queriam consumi-las ao final do teste. Porém, após o incentivo dos pais, 55% do mesmo grupo preferiram consumir a maçã. Por isso, a participação dos pais na escolha dos alimentos é fundamental para formação do hábito alimentar saudável da criança.

O exemplo vem dos pais!

A missão dos pais é incentivar os hábitos alimentares saudáveis dos filhos, mesmo com o bombardeio de informações contrárias. É necessário orientar para que eles tenham consciência do que estão comendo e os prejuízos que esses alimentos podem provocar quando eles estiverem maiores.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são responsáveis por cerca de 36 milhões de mortes por ano em todo o mundo. A maioria dessas doenças é resultado do sedentarismo, da má alimentação e da obesidade. Portanto, participe da escolha dos alimentos dos seus filhos e incentive a prática regular de atividade física.

(Link original:

http://meupratinhosaudavel.com.br/menos-televisao-mais-saude/)

Quando eles se recusam a comer: 10 dicas para mudar esta história!

foto 1Por Fabiana Santos

Do site http://tudosobreminhamae.com/

 

Um filho que não come direito é, sem dúvida nenhuma, um drama para muitas famílias. Ele se queixa do que é servido, recusa alimentos, empurra, faz birra, engasga, quer sempre a mesma coisa, resiste em experimentar alimentos novos, come muito devagar e prefere doces e alimentos gordurosos em vez de alimentos saudáveis. Os americanos chamam este tipo de criança de “picky eater”, ou seja, um exigente para comer.

É claro que não é de uma hora para outra que uma criança assim se transforma num exemplo de criatura que come de tudo. Mas a especialista americana Amy Freedman, que presta consultoria para pais e mães à beira de um ataque de nervos quando o assunto é a comida, aposta em alguns pequenos “truques”. Ela é fonoaudióloga, consultora em Desenvolvimento Infantil e uma das autoras do livro “Is it a big problem or a little problem?” (“Isto é um grande problema ou um pequeno problema?”). Como ela mesma diz: “Ninguém quer que um filho prove peixe só quando tiver 16 anos”. Por isso, eis aqui 10 dicas que ela considera importante e que se aplicam melhor a crianças entre 2 e 5 anos:

1- Faça a criança ajudar na escolha e no preparo do alimento, como por exemplo, na hora de fazer uma salada. Bem como arrumar a mesa. Isso vai deixá-la mais interessada e orgulhosa de si mesma. É uma boa forma de “abrir o apetite”. Veja com ela o encarte de supermercado. Faça-a circular com um lápis a fruta ou verdura que queira comprar. Leve-a ao mercado e dê oportunidade dela escolher algo saudável.

2- Ter pelo menos uma refeição por dia em família, com todos sentados a mesa é super importante. Esta é a chance de se conectar, conversar e ter um momento juntos.  Preste atenção na cadeira que a criança está sentada na hora da refeição. Pode parecer besteira mas não é: a criança precisa estar confortável e bem posicionada frente ao prato.

3- Os lanchinhos podem ser oferecidos mas com o cuidado de não atrapalharem as refeições já que a maior motivação para se comer bem é a fome. Experimente oferecer nestes lanches frutas em primeiro lugar.

4- Tenha sempre no menu alguma coisa que a criança goste. Em contrapartida, introduza alguma coisa nova, mas sem pressão. Tente pelo menos “uma colherada”. Não desista e reintroduza o mesmo alimento numa próxima oportunidade, depois de algumas semanas.

5- Se a criança não quer comer, não faça disto uma tempestade. Ela vai ver a consequência natural de ficar com fome até a próxima refeição ou lanche. Nenhuma criança vai passar mal se ficar uma ou duas refeições sem se alimentar. Se isto for uma constante, aí sim é preciso consultar um pediatra.

7- Criança precisa se familiarizar com a comida. Se ela resolve pegá-la com as mãos: tudo bem! É um primeiro passo para que depois ela coma. Deixe que ela se acostume com a textura, com a cor, com o cheiro, para que consequentemente ela esteja pronta para comer.

8- Que tal livrinhos sobre o tema, na hora de contar histórias? Uma sugestão  da especialista (que tem versão em português) é: “Eu nunca vou comer um tomate”, de Lauren Child (da coleção “Charlie e Lola”); E aqui alguns pesquisados pelo blog: “Que cardapio!”, de Tatiana Belinky ; “Lagartinha Comilona”, de Eric Carle e “Bibi Come de Tudo”, de Alejandro Rosas.

9- Elogie quando a criança decidir provar. Ter uma postura sempre positiva é essencial. “Que bacana que você provou algo novo!”. Se ela por acaso cuspir, isso não pode ser motivo para brigar com ela. Use copos, talheres, pratinhos divertidos. Faça da refeição um momento prazeroso e não torturante.

10- Nós somos o espelho: se você não come verdura, como fazer seu filho comer? Numa palestra que assisti da Emy Freedman, ela fez uma dinâmica entre mães. 5 das 15 mulheres não quiseram experimentar uma comida diferente. Se adultos são capazes de rejeitar novidade, imagine crianças pequenas? Precisamos ter paciência com elas.

Fabiana Santos é jornalista, casada, mãe de Felipe, de 10 anos, e de Alice, de 4 anos. Eles moram em Washington-DC. O mantra da casa na hora das refeições sempre foi: “prove, prove, prove”…

 

(Link original:

http://tudosobreminhamae.com/blog/2016/3/7/nciw4gn6rg3m0kw5167ief15yzm5zs)